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    Curso sobre Tratamento do Bambu

    A BambuSC realizará um novo curso teórico e prático sobre os métodos diponíveis para aumentar a durabilidade do bambu, a ser realizado em Florianópolis, na Fazenda Experimental da Ressacada, no dia 14 de agosto de 2010. Trata-se de mais um curso da parceria entre a BambuSC (Associação Catarinense do Bambu) e a UFSC (Centro de Ciências Agrárias) e as vagas estão limitadas em 30 participantes. Vejam todos os detalhes no cartaz abaixo.

    Curso de Tratamento de Bambu
    Curso de Tratamento de Bambu

    Lei de Incentivo à Cultura do Bambu é aprovada em Comissão do Senado

    A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou o projeto (PLC 326/09) que cria a Política Nacional de Incentivo ao Manejo Sustentado e ao Cultivo de Bambu. O texto institui inventivos ao cultivo e ao desenvolvimento tecnológico da produção de bambu.

    De autoria do Deputado Federal Rodovalho, foi apresentado no dia 21 de dezembro de 2009 e já foi aprovado na Câmara dos Deputados, sendo que agora o projeto encontra-se agora na CAE - Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, esperando ser votado.

    Para seguir a tramitação do projeto no Senado clique aqui.

    Fonte: Agência Senado

    Utilidade Pública para a BambuSC

    E é com grata satisfação que recebemos a notícia de que o Projeto que declara de Utilidade Pública a BambuSC foi aprovado pelo Plenário da Câmara Municipal de Florianópolis no dia 13 de julho último, após ter sido aprovado por todas as comissões por onde tramitou, faltando tão somente agora a tramitação final pela Consultoria Técnica e Parlamentar, que dá texto final ao projeto.

    Este é mais um passo importante para a BambuSC, que dará respaldo a futuros projetos que teremos pela frente.

    Para acessar o tramite do projeto acesse o site da Câmara Municipal de Florianópolis na internet pelo endereço a seguir: www.cmf.sc.gov.br

    O Projeto de Lei é de autoria do Vereador Renato Geske e deu entrada no legislativo municipal Florianopolitano no dia 07/12/2009.

    Estufa de Bambu

    Desenvolvida pelo professor e especialista paraguaio Guilhermo Gayo para o CPRA - Centro Paranaense de Referência em Agroecologia, com a contribuição dos alunos dos 17 colégios agrícolas de todo o Estado do PR, o manual da Estufa Ecológica está disponível para download no site Plante Bambu (www.plantebambu.com.br)

    Estufa de Bambu CPRA

    Bambu na TV - Programa Mosaico

    Foi ao ar no último domingo, 11 de julho de 2010 às 23:30 pela TVBV em Florianópolis, o programa Mosaico.

    O programa todo foi dedicado ao bambu e nele foram entrevistados Marcos Marques e Hans-Jürgen Kleine, da BambuSC, os artesãos Rodrigo Primavera e Gilmar Telles, o arquiteto Paulo Foggiato, da Oré Brasil, o designer industrial Bruno de Araújo e o Prof Carlos Alberto Szucs, da UFSC.

    As entrevistas foram gravadas durante os meses de junho e julho e foram apresentadas em três blocos, que totalizaram 23 minutos. Assista abaixo aos três blocos do programa.

    Negócio da China

    De baixo custo e crescimento veloz, o bambu vai se firmando como matéria-prima alternativa à madeira tradicional. E enfim, graças a recente medida do governo, podemos seguir o exemplo dos chineses e dar casa barata e decente a milhões de brasileiros.

    O arquiteto curitibano Paulo Foggiato, 52 anos, casado com a paisagista Leila, mantinha um namoro platônico, pela internet, com o bambu. Um contratempo os levou à bancarrota, e Paulo, assumindo a paixão pela gramínea, passou a desenhar para ela cadeiras, poltronas, mesas, luminárias. Associou-se a Reinaldo Baechtold, tradicional moveleiro na bucólica Campo Alegre, norte catarinense, a 80 quilômetros de Curitiba. Inspirado na técnica chinesa, Paulo tornou-se pioneiro nacional em fabrico de laminados de bambu.
    Sua empresa, Oré Brasil – oré, em tupi, é “nosso, nossa” –, vem crescendo que nem bambu (alguns sobem até 120 centímetros num dia, 5 centímetros por hora). Suas criações passaram a ganhar prêmios, como Desenho Movelsul 2004, mais três em 2009, ano em que arrasaram na I Feira Casa Brasil, na gaúcha Bento Gonçalves.
    “Vendi cem mil reais de cara”, festeja ele. “O caminho parece todo aberto – sabe aquela avenida que você olha e só vê sinal verde e, lá adiante, os vermelhos se preparando para abrir?”
    Os pioneiros chineses tratam a planta no feminino: é a “amiga”, a “irmã”. Consideram cada touça uma família, com mãe, filha, avó e bisavó. Todo ano aumenta, vêm mais colmos – os troncos. Após três ou quatro anos do plantio, é preciso colher as bisavós anualmente: prontas para usar, se não colhidas, apodrecem e atrapalham o desenvolvimento da família.

    Paulo trabalha com a Universidade Federal de Santa Catarina em testes de laboratório. “A Associação Brasileira de Normas Técnicas não tem nada sobre bambu”, reclama, lembrando que a planta é grande sequestradora do poluente gás carbônico – até três vezes mais que florestas comuns; e libera até 30% mais oxigênio. A dimensão das possibilidades do bambu é ilustrada por sua resposta quando perguntamos o que é que, antes de fundar a Oré, ele estava fazendo: “Perdendo tempo”.

    Vimos na edição anterior do Almanaque que o governo “acordou” para o bambu, e destinou 1,8 milhão de reais para 12 projetos, medida promissora. “O bambu é o negócio da China”, comemorou o pesquisador da PUC-RJ Khosrow Ghavami. Enfim, vamos nos valer dessa planta que substitui tijolo, aço, e se pode usar até em fundações e estruturas. No país em que 7 milhões de famílias moram precariamente, o barateamento da casa popular é um cenário bem confortante.

    À prova de guerras, tufões e terremotos

    Uma tragédia comoveu o mundo no início de 2010: o terremoto do Haiti, com perto de 200 mil mortos, a maioria em desabamentos. Ao entrevistar o engenheiro Marcos Marques na edição passada do Almanaque, perguntamos: “Prédio de bambu resiste a terremoto?”. Ele corre ao cômodo ao lado e volta com uma estante de bambu de três “andares”, como a miniatura da estrutura de um prédio, com 50 centímetros de lado e um metro e 20 de altura. Firma a base no chão e torciona a estrutura pra lá e pra cá: “Olha só”, diz ele, entusiasmado. “Se fosse concreto, romperia e desabaria.”

    Refletimos então que o terremoto do Haiti seria menos devastador se lá seguissem o exemplo dos povos orientais que constroem prédios de bambu com até cinco andares. A estrutura balança mas não cai. Resiste a forças colossais – como atesta o único órgão de tubos de bambu do mundo, construído pelo padre espanhol Diego Cera em 1822 para a igreja de Tagatay, nas Filipinas. Sobreviveu a guerras, tufões e terremotos, e lá está, todo ano, homenageado com o Bamboo Organ Festival.

    Protótipo de habitação social construído pelo instituto Incomun, em Aracaju.

    Protótipo de habitação social construído pelo instituto Incomun, em Aracaju.

    Protótipo de casa de bambu, agora com acabamento.</a>

    Protótipo de casa de bambu, agora com acabamento.












    Solução revolucionária para falta de moradia

    A casa popular no Equador, que tem uma política para o bambu, custa em média 800 reais. E o processamento é despoluidor: produzir bambu para construção consome 50 vezes menos energia que produzir aço. Antonio Beraldo, coautor de Bambu de Corpo e Alma, também destaca que a planta, além de crescer rápido, “não requer muitos cuidados com adubos e agrotóxicos”. Para Khosrow Ghavami, só falta incentivar a produção, pois conhecimento já temos. Ele mesmo orienta projetos em vários países, inclusive China.

    CURIOSIDADES
    Serviu ao Pai da Aviação e ao inventor da lâmpada

    Depois das bombas sobre Hiroshima e Nagasaki, foi a primeira planta a aparecer. Na China, pintar bambu, mais que arte, é exercício espiritual. No Japão é, com a ameixeira e o pinheiro, uma das três plantas da boa sorte. Thomas Edison usou carvão de bambu como filamento de sua primeira lâmpada. Uma semente pode formar uma floresta em 30 a 40 anos. No 14-Bis, Santos-Dumont construiu a estrutura com hastes de bambu. Pela retidão e disposição com que busca o céu, budistas e taoístas o tomam como modelo de agir.

    Segunda parte da matéria sobre bambu publicada na revista Almanaque Brasil da TAM e que pode ser acessada no seu original clicando-se aqui

    Curso de Cultivo e Manejo de Bambu: Fotos

    Já estão disponíveis na página de Fotos do site da BambuSC as fotos do Curso de Cultivo e Manejo de Bambu realizado no último dia 12 de junho.

    Para visualizá-las clique aqui ou no link fotos na barra lateral esquerda do site.

    Bambuseto em Santa Catarina

    Uma antiga aspiração começa a sair da mente dos sonhadores da BambuSC e se tornar realidade: o Primeiro Bambuseto do Sul do Brasil.

    No próximo sábado, (12/06/2010), durante o Curso de Cultivo e Manejo de Bambu serão plantadas pelos participantes as primeiras mudas do que irá se tornar o bambuseto tão almejado pelos integrantes da BambuSC.

    O Bambuseto será criado dentro da Fazenda Experimental da Ressacada, de propriedade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e que é adminstrado pelo Centro de Ciências Agrárias. A Fazenda fica situada no sul da Ilha de Florianópolis, mas precisamente no bairro Carianos e fica próxima do Aeroporto Hercílio Luz.

    Fotos do local onde serão plantadas as mudas de bambu, e que foram tiradas pelo associado Marcelo Venturi, podem ser vistas clicando aqui.

    A todos aqueles que se empenharam para mais esta realização da BambuSC, nossos agradecimentos!!

    Curso de Cultivo e Manejo de Bambu

    Curso Bambu UFSC

    UnespCiência: Bambu de Lei

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    Reportagem da revista UnespCiência trás uma boa matéria sobre Bambu. Nela o professor Marcos Pereira relata seus mais de 15 anos de pesquisas com Bambu feitas pelo Laboratório de Processamento de Madeira da Faculdade de Engenharia (FE) do câmpus de Bauru da Unesp.

    Para acessar a reportagem completa (PDF), clique aqui